O caipira é um bandeirante (economicamente) atrofiado.” Antonio Candido
Fruto da crise
Sabe o bandeirante, aquele que até ganhou estátua em Taubaté? Pois é, ele era um empresário do ramo de exploração de terras selvagens, caça e comércio de escravos, fundação de cidades, busca de ouro e outras riquezas. Quando esse mercado entrou em crise, o bandeirante voltou para casa e tornou-se o caipira.
O coronel e o jeca
Esse bandeirante/caipira se ramificou: uma parte virou fazendeiro e a outra roceiro.
Roceiro tímido
De acordo com o Dicionário Léxico Tupi-Português, de Hugo Di Domênico, a palavra caipira deriva de “cai-pyra”, que significa o envergonhado ou tímido, ou de “caapira”, que se refere a roceiro ou mateiro.
Paulistânia
Ou Lençol Cultural Paulista é como alguns estudiosos chamam a faixa territorial povoada pelos bandeirantes. Além da própria São Paulo, inclui parte de Minas Gerais, do Paraná, de Goiás, do Mato Grosso e as áreas rurais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Entendeu porque a música sertaneja faz tanto sucesso?
Cultura da mistura
A cultura caipira é, no primeiro momento, uma mistura das culturas indígena e portuguesa que ao longo do tempo sofreu influência também da cultura africana.
Fala erudita
O falar do caipira é uma herança bandeirante, apontam estudos. A derivação do português falado no século 16, misturado com a língua tupi, criou o sotaque que consagrou Mazzaropi.
“Esse “R” (retroflexo) que é típico da área caipira, é o ar, arto, armoço (…); achou-se que era influência do índio,mas acontece que é difícil disseminar o que é português, o que é indígena.” Antônio Candido.